quarta-feira, 5 de outubro de 2011


Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011
BRASÍLIA
Crime inusitado
Carnavalesco gay é morto a paneladas em seu apartamento, em Paranoá.
por Redação MundoMais
Christiano Domingos, 34 anos, foi morto por volta das 5h do domingo.Christiano Domingos, 34 anos, foi morto por volta das 5h do domingo.
BRASÍLIA - Um crime inusitado chocou os moradores do Paranoá, Cidade Satélite de Brasília. O carnavalesco Christiano Domingos, 34 anos, foi morto por volta das 5h do domingo, após ser atingido várias vezes por uma panela de pressão em sua própria casa.
O suspeito do crime, que não teve o nome divulgado, de 30 anos de idade, foi preso em flagrante pela Polícia Militar, ao tentar fugir pela varanda do apartamento.
De acordo com a delegada de plantão da 6ª Delegacia de Polícia, Isabela Ribeiro, em depoimento, o autor do crime, informou que conheceu a vitima em um bar da cidade. Foi informado que eles se conheceram num bar e decidiram continuar bebendo na casa da vítima. Chegando lá, o carnavalesco teria tirado a roupa e tentou relação, sendo esse o motivo das paneladas, disse.
Após a agressão, o suspeito teria pulado a varanda e tentado fugir levando uma mochila com equipamentos eletrônicos da vítima. No entanto, já havia uma viatura da PM no local, que foi chamada por vizinhos.
Conforme um vizinho, que preferiu não se identificar, a vítima pediu socorro por diversas vezes. Ele gritou muitas vezes e tinha barulho de briga. Ainda soubemos que o bandido brigou com outro vizinho na fuga. Segundo vizinhos da vítima, Christiano era uma pessoa querida . Ele era uma pessoa extrovertida, se dava bem com todos. O erro foi se envolver com quem não conhecia.
Segundo a delegada, o suspeito vai responder por homicídio qualificado e pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.


Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011
HONDURAS
Proibido!
Religiosos querem impedir a entrada de Ricky Martin e sua turnê em Honduras.
por Redação MundoMais
HONDURAS - Líderes religiosos pediram ao governo de Honduras para proibir a entrada do cantor Ricky Martin no país. No próximo dia 16, ele apresenta mais um show da turnê "Música, Alma, Sexo" naquele país.
O grupo radical alega que o cantor é um pai gay, o que significa mau exemplo para as famílias hondurenhas. "O núcleo familiar dele não é o tipo de família que a sociedade hondurenha aprova" diz o comunicado dos religiosos, entregue ao governo.
O Ministro do Interior, Áfrico Madrid, disse que líderes evangélicos e católicos, pediram que o visto do cantor fosse negado para "proteger a moral e os princípios éticos da sociedade".
O país de Honduras é campeão de assassinatos, incluindo mortes de homossexuais.

Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011
SAÚDE
Alarmante
Cresce o contágio da AIDS entre jovens gays de 13 a 24 anos, segundo Ministério da Saúde.
por Redação MundoMais
O novo boletim do Ministério da Saúde, que mapeia os casos de contaminação pelo vírus HIV, revela que proporção de registros entre gays de 13 a 24 anos bateu recorde. Em 2010, somou 35,1% do total de infecções masculinas na faixa etária, a maior taxa desde o início da epidemia, em 1980.
Não há orientação sexual de risco e sim comportamento perigoso para a Aids, muito influenciado pelo abuso de álcool. E os homens, de forma geral, têm negligenciado bastante o preservativo. É um panorama alarmante, afirma um dos principais infectologistas do país,Artur Timerman, que atua nas redes públicas e privadas de saúde. No último ano, entre seus pacientes, há um casal de 14 e 15 anos, ambos soropositivos e uma senhora de 82 que adquiriu o vírus do marido, de 78 anos.
Dark Room
No início do mês, J.F, 31 anos, morreu e o atestado de óbito teve origem na infecção do vírus HIV, descoberta tarde demais para que os coquetéis de remédios fizessem efeitos e revertessem o quadro.
Gay - assumido para os amigos e escondido da família - ele sempre teve medo de fazer o teste para confirmar se as transas desprotegidas tinham mesmo resultado na infecção. Emagreceu, mas só quando as diarreias ficaram constantes procurou o médico.
Jovem bem sucedido na profissão de comunicação, solteiro, nunca foi promíscuo, mas também nunca exigiu proteção em suas relações sexuais eventuais, acertadas em maioria nos encontros no centro paulistano - uma das regiões com alta concentração de casas noturnas para o público LGBTS.
Em uma destas boates, inclusive, que conta com o chamado “dark room” (sala escura em que tudo pode acontecer mas onde só entra quem quer) a falta de temor com as doenças sexualmente transmissíveis (DST) fica exposta no chão. Eles (a casa) até distribuem camisinha para quem vai entrar. Mas os preservativos ficam fechados e lacrados, jogados no fim da noitada e recolhidos pelo pessoal da faxina, conta um dos frequentadores.
Medo de falhar
O desdém com a camisinha também tem como combustível o medo de falhar. A falta de jeito e de hábito em colocar o preservativo podem atingir em cheio a potência. Ninguém quer ter fama de broxa, contou um jovem gay de 27 anos e que marca “rapidinhas” sexuais pelo celular.
Este temor tenta ser curado com remédios em prol da potência (para disfunção erétil) ou que prometem ampliar a sensibilidade (entorpecentes sintéticos), influenciando ainda mais no comportamento de risco. O resultado é a ampliação do desuso da camisinha. No Brasil, seis em cada dez homens admitem não utilizar a proteção em todas as relações sexuais, conforme contabilizou o Ministério da Saúde.

Terça-feira, 04 de Outubro de 2011
SP
Renúncia
Presidente da Parada Gay de São Paulo diz que renuncia ao cargo, por divergência política com a diretoria.
por Redação MundoMais
SÃO PAULO - Na ultima quinta-feira (29), o presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), Ideraldo Beltrame, renunciou ao cargo.
Em carta divulgada neste final de semana, Beltrame alegou que "divergências políticas com a ampla maioria da diretoria da APOGLBT" o levaram a renunciar.
Renuncio ao cargo para o qual fui eleito em 07 de outubro de 2010 por motivos de divergências políticas e institucionais insanáveis com a ampla maioria de sua Diretoria, declarou.
Ideraldo também afirmou considerar que "hoje as ações práticas e políticas do movimento LGBT passam ao largo dessas estruturas flutuantes e inconsistentes em nível local". Por fim, o ex-presidente da APOLGBT espera "que a luta pela dignidade e direitos do LGBTs, força maior que nos motiva e nos move, não se perca de nossos corações e mentes", finalizou.
A diretoria da APOGLBT ainda não se pronunciou sobre o caso
Eleição tumultuada
Ideraldo Beltrame assumiu a presidência da Associação da Parada do Orgulho LGBT em outubro de 2010. A votação foi polêmica, com presença até da Polícia Militar para acalmar os ânimos dos participantes. Quando eleito, Beltrame tinha como meta fazer a APOLGBT ser autosustentável, tendo também uma sede própria.

terça-feira, 4 de outubro de 2011


Edição do dia 04/10/2011
04/10/2011 07h38 - Atualizado em 04/10/2011 08h56

Divulgadas imagens em que casal gay 



é agredido na região da Paulista


As imagens das câmeras de segurança do posto devem ajudar na identificação dos acusados. Até o momento, ninguém foi preso.

A polícia de São Paulo divulgou as primeiras imagens dos homens suspeitos de agredir um casal gay na região da Avenida Paulista. É uma pista que pode levar à identificação e a prisão desses homens.
A principal imagem é do rosto de um dos acusados, o que deve ajudar nas investigações. Os agressores já haviam discutido com o casal homossexual dentro de um bar na região da Avenida Paulista. Mais tarde, voltaram a discutir com eles em um posto de combustíveis. As imagens das câmeras de segurança do posto devem ajudar na identificação dos acusados.
Depois de sair do bar, o casal entrou junto no posto e foi até a loja de conveniência. As imagens do circuito de segurança mostram o que parece ser uma discussão com os agressores na porta da loja.
Uma câmera de dentro do estabelecimento registrou o rosto de um dos acusados. Logo depois, o casal de homossexuais foi atacado violentamente na rua em frente ao posto. Uma das vítimas quebrou a perna, partida pelos agressores a pontapés. Até o momento, ninguém foi preso.
 

Terça-feira, 04 de Outubro de 2011
SP
Na cola dos agressores
Imagens podem a judar na identificação dos suspeitos de agredirem um casal gay na Paulista.
por Redação MundoMais
A imagem mostra o rosto de um dos agressores.A imagem mostra o rosto de um dos agressores.
SÃO PAULO - Uma nova pista pode levar à identificação e à prisão de dois homens que agrediram covardemente um casal gay na região da avenida Paulista, em São Paulo.
As imagens gravadas na madrugada de sábado, pelas câmeras de segurança de um posto de combustíveis, podem ajudar a polícia a prender os agressores.
Marcos Paulo Villa e o companheiro dele, que pediu para não ser identificado, reconheceram os dois homens que os atacaram a caminho de casa.
O casal aparece primeiro nas imagens. Eles já tinham sido ofendidos num bar a poucos metros do local.
Xingando e falando essa coisa: tem que morrer, que não vale a pena, que não sei o que, tal, diz o analista fiscal Marcos Paulo Villa.
Marcos e o companheiro contaram a polícia que ignoraram as ofensas e foram embora. Mas que voltaram a ser abordados pelos agressores duas vezes. A primeira ainda na saída do posto e a segunda quando estavam a caminho de casa.
A gravação do posto mostra que, minutos depois, aparecem os dois homens apontados pelas vítimas como agressores. Eles discutem novamente.
Virei pro cara e falei assim: meu, só tem uma coisa, você é novo ainda, você pode ter um filho. Eu não optei em ser gay, eu nasci gay e teu filho pode ser gay. Ele ficou louco, conta Marcos.
Um dos homens é visto, segundo as imagens, dentro de uma loja de conveniência. Depois se afastam do local e voltam em seguida. O momento da violência não foi registrado. Ele veio para cima de mim. Ele me deu um murro na boca. Eu caí no chão, bati a cabeça e aí ele começou a chutar meu corpo, foi aonde eu apaguei e ele conseguiu quebrar minha perna, conta uma das vítimas.
Marcos viu o companheiro, com quem vive há quase cinco anos, desmaiado e ensanguentado e achou que estivesse morto.
Olhava pra ele e falava: é minha família. A gente foi hoje, já teve outro ontem e amanhã vai ter outro. Pode ser que o de amanhã seja morto.
Confira as imagens AQUI.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011


 ANJOS HOMOSSEXUAIS


ANJO QUE AMA ANJO
SER E NÃO PERCEBER
ASAS QUE VOAM PARA A ILUSÃO
MUNDO QUE NÃO TE ACEITA
TU TENS QUE ACEITAR
QUE ÉS ELEMENTO DE POESIA PERFEITA

ANJOS QUE AMAM ANJOS
MUNDO MARAVILHOSO PARA TI
SEMPRE ESTAS A FALTAR
O QUÊ ANJO?
É TÃO DIFÍCIL ASSIM
SE ENTREGAR AO QUE TU ÉS?
DE SER AMADO E AMAR?

ANJO QUE AMA ANJO
NA VIDA MUITOS NÃO TE COMPREENDE
CHORA ANJO
DEIXA SAIR SUAS MÁGOAS
POETISO VOCÊS MEUS ANJOS
ESCREVO COM OLHOS RASOS D`AGUA

ANJOS QUE AMAM ANJOS
QUERIA PODER TER EU
O PODER QUE TENS DE VIVER A VIDA
O PODER QUE TENS DE SER ILUMINADO
A FORÇA QUE TEM SEU AMAR
A FACILIDADE QUE TENS DE SUPERAR O SOFRER
O PODER QUE TENS DE SE ENTREGAR

COM SUAS ASAS SAGRADAS
VÃO VOANDO PARA O HORIZONTE
ANJO QUE AMAM ANJO
VÃO SE AMANDO
ENCONTRAR UM NINHO PARA TI
CONSTRUIR LAÇOS BRILHANTES
EM SEUS NINHOS DE ANJO
NINHOS TERNOS
QUENTES
ACONCHEGANTES.

MÁRCIA MIRA.

 



Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011
BRASÍLIA
Famílias pela Igualdade
CNJ recebe pedido de Marta Suplicy para uniformizar aplicação da regra sobre união homoafetiva.
por Redação MundoMais
BRASÍLIA - Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter reconhecido - desde maio de 2011 - a união estável entre casais do mesmo sexo como entidade familiar, essa decisão não tem sido seguida de modo uniforme no país. O descompasso levou a coordenadora daFrente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais) no Senado, Marta Suplicy (PT-SP), a reivindicar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma norma determinando a uniformização de procedimentos no reconhecimento desse tipo de união em todos os Estados.
A iniciativa foi divulgada pela senadora, nesta quinta-feira (29), durante a abertura do "Seminário Famílias pela Igualdade", realizada em parceria pelas Comissões de Direitos Humanos (CDH) da Câmara e do Senado. Segundo assinalou, a Ordem dos Advogados do Brasil(OAB) já elaborou sugestões de proposta de emenda à Constituição (PEC) e de projeto de Estatuto da Diversidade Sexual para adequar a legislação brasileira à decisão do STF.
"No que tange ao reconhecimento da união estável homoafetiva e sua conversão em casamento, muitas são as dificuldades ainda impostas. Falta regulamentação uniforme aplicável à decisão do STF. Magistrados e promotores têm proferido decisões e pareceres contraditórios, o que gera muita insegurança, conflitos de competência do Juízo e necessidade de infindáveis, demorados e injustificáveis recursos a instâncias superiores" lamentou Marta Suplicy.
Cidadania
Coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT na Câmara, o deputado federal Jean Willys (PSol-RJ) comentou que o encontro com integrantes do Mães pela Igualdade, grupo de mulheres cujos filhos foram vítimas da violência homofóbica, motivou a realização desse seminário. Conforme ressaltou, a criminalização da homofobia e o casamento civil igualitário são as principais bandeiras do movimento.
"Essas mulheres nos procuraram para dizer que são entidades familiares e têm direito a gozar da proteção do Estado" declarou Jean Willys, autor de PEC para garantir o direito ao casamento civil a todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual.
Assim como o deputado, a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) disse reconhecer a dificuldade de se discutir temas ligados à cidadania LGBT "num Congresso conservador". Mas afirmou estar feliz por colocar em pauta o debate sobre o casamento igualitário, legalizado na Argentina desde julho de 2010.
O presidente da CDH no Senado, Paulo Paim (PT-RS), afirmou estar acompanhando "com enorme preocupação" os sucessivos casos de violência contra LGBTs motivados por homofobia. Ao mesmo tempo em que reforçou o compromisso da comissão com o combate a todas as formas de preconceito, informou que o PLC 122/06, que criminaliza essa prática, será colocado em votação tão logo Marta Suplicy conclua relatório sobre a matéria.

Significado das cores da Bandeira GAY

15/06/2008 - 21h47min
ampliarBandeira GayBandeira Gay
Desenhada pelo artista plástico Gilbert Baker, em 1977, a bandeira inspirada no arco-íris foi adotada pela comunidade homossexual e virou seu principal símbolo. Curiosamente, a bandeira não tem a cor rosa, geralmente associada aos homossexuais. A bandeira de seis cores (roxo, laranja, amarelo, verde, azul anil e violeta) representa a diversidade sexual humana. A bandeira nasceu com oito cores mas perdeu duas, devido à dificuldade da impressão em grande escala. Hoje tem seis (uma a menos que o arco-íris). Cada cor representa um conceito. O roxo representa vida; laranja, coração; amarelo, sol; verde, natureza; azul anil, harmonia e violeta, espírito. As excluídas rosa e turquesa representavam, respectivamente, sexo e arte.
[Imagem: Chapolin1-+sigam-me+os+bons.jpg] Contra a homofobia


ECONOMIA
Inovação e qualidade
Gays procuram produtos diferenciados, mas fazem questão de atendimento normal, sem qualquer preconceito.
por Redação MundoMais
Não é preciso colocar a bandeira com as cores do arco-íris na fachada ou fazer qualquer outro tipo de alusão à causa LGBT: o que os consumidores gays realmente valorizam são produtos inovadores e de qualidade, além de um atendimento desprovido de qualquer preconceito. Ao cumprir essas simples exigências, as empresas ganham a chance de vender para um público estimado em 18 milhões de pessoas no País.
Além de numerosos, esses consumidores ainda possuem outra característica que as empresas costumam apreciar muito: boa condição financeira. E por não comprometerem, normalmente, seu orçamento com as despesas da criação de filhos, sobra mais dinheiro para os gastos pessoais.
Essa é a explicação para o fato de LGBTs gastarem 30% mais em bens de consumo do que os heterossexuais. De acordo com pesquisa da InSearch, consultoria que estuda hábitos de compra dos consumidores, as despesas com lazer e cosméticos também são maiores - 43% e 64%, respectivamente.
"Por serem consumidores mais frequentes, os gays se tornam mais exigentes", afirma Luiz Redeschi, organizador da Expo Business LGBT. "Eles conhecem mais empresas e por isso mesmo têm parâmetros para comparar e avaliar se o serviço prestado foi bom ou se poderia ser melhor."
Além de analisar todos os quesitos que um cliente heterossexual observaria no momento da compra, o homossexual vai prestar atenção também na postura da marca ao abordá-lo. "Os funcionários das empresas, até por despreparo, muitas vezes fazem uma diferenciação com os gays. Se isso causar constrangimento ou estranhamento ao consumidor, ele nunca mais vai voltar", avisa Redeschi.
Portanto, oferecer treinamento aos empregados e discutir o tema com a equipe de vendas são formas de qualificar o atendimento. Mas o melhor mesmo é o empresário exterminar de vez qualquer preconceito.
"O fato de o cliente ser ou não ser gay não faz a menor diferença. Nós o tratamos exatamente do mesmo jeito, não chega nem a ser algo em que a gente preste atenção", afirma a empresária Tabata Maffini, sócia da loja de roupas masculinas Mezmo, localizada na Rua Frei Caneca, em São Paulo, e que atende o público gay.
Skatistas, roqueiros e engravatados também compram as roupas descoladas da Mezmo. Por isso, a receita de Tabata é simples: não julgar pelas aparências. "Não é porque um homem entra na loja de terno e gravata que ele vai escolher a roupa mais séria da coleção."
Para Fabio Mariano, sócio da InSearch, as empresas que conquistarem LGBTs como clientes terão ainda a vantagem de trabalhar para consumidores fascinados por novas tendências. "Eles gostam de produtos inovadores, que gerem distinção", indica Mariano.
Fonte:O Estado de S.Paulo

Segunda-feira, 03 de Outubro de 2011
RECORD
Soltando o verbo
Valesca Popozuda diz que prefere um filho gay do que marginal, durante A Fazenda.
por Redação MundoMais
Valesca Popozuda declara que aceitaria um filho gay.Valesca Popozuda declara que aceitaria um filho gay.
Raquel Pacheco resolveu falar sobre homossexuais na madrugada deste domingo (02). Escutada por Marlon e Valesca Popozuda, ela enalteceu qualidades comuns aos LGBTs em sua opinião. Gay é ideal. Ele tem a lealdade masculina com a sensibilidade de uma mulher. A ex-garota de programa também lamentou a falta de um participante homossexual nesta edição doreality show.
Em seguida, os peões passaram a falar de preconceito e Marlon questionou Valesca sobre o que ela faria caso seu filho, de 12 anos, fosse gay. Sem titubear, a funkeira respondeu que aceitaria e entenderia a orientação sexual.Claro que eu vou aceitar. Prefiro ter um filho veado do que um filho marginal, declarou.

Segunda-feira, 03 de Outubro de 2011
SÃO PAULO 
Agressão na Paulista
Casal gay é agredido na madrugada de sábado, e uma das vítimas teve a perna quebrada.
por Redação MundoMais
Vítimas foram ao 78º DP, nos Jardins, neste domingo para registrar boletim de ocorrência.Vítimas foram ao 78º DP, nos Jardins, neste domingo para registrar boletim de ocorrência.
SÃO PAULO - Um casal de gays afirma ter sido agredido em frente a um restaurante da Rua Fernando de Albuquerque, na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A agressão ocorreu na madrugada deste sábado (1º) quando o casal saía de um bar na Rua Bela Cintra.
O analista fiscal Marcos Paulo Villa, 32 anos, e o namorado, um coordenador financeiro de 32 anos que preferiu não se identificar, foram espancados. O coordenador financeiro teve a perna quebrada e o lábio aberto por causa dos socos. Neste domingo (2), os dois ainda reclamavam de muitas dores pelo corpo.
Eles estavam com uma amiga no Sonique Bar, quando ela começou a ser assediada por dois homens. Segundo Villa, os agressores, com idades entre 25 e 30 anos, voltaram a assediar a moça e começaram a provocar a ele e ao namorado em um posto de combustíveis, que fica na esquina das ruas Bela Cintra e Fernando de Albuquerque, chamando-os de “viados”. Villa, então, pediu para que eles parassem com as provocações e atravessou a rua, em direção à sua casa, na Rua da Consolação. Os dois agressores perseguiram o casal e continuaram com as provocações.
O coordenador financeiro ficou nervoso e gritou para que eles saíssem de perto. Quando o casal estava em frente ao restaurante, foram surpreendidos com socos na nuca e na coxa.
A gente saiu e eles começaram a encher o saco nosso. Ela (a amiga) tinha parado o carro no estacionamento do lado. Fomos embora para casa e paramos no posto para comprar cigarro. Na fila do posto, esses dois caras vieram atrás e começaram a falar que a gente era viado, que a gente ia morrer, que não merecia viver.
Villa se dirigiu a um dos agressores e afirmou: Vocês não sabem o que estão falando. Você é um cara novo ainda, pode ter um filho gay.
O namorado de Villa contou que, em seguida, saíram do posto e detalha como foi o início da agressão.
A gente pegou o cigarro e atravessou a rua. No que a gente atravessou a rua esses dois caras vieram. Aí eu comecei a gritar. Um foi para cima dele e outro veio para cima de mim. Levei um soco na boca e caí. Ele começou a me chutar, falando que eu tinha que morrer. Chutou minha cabeça. Eu desmaiei e não lembro de mais nada.
Ainda no sábado, Villa e o namorado foram à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, onde foram atendidos.
Nunca tinha visto nada semelhante, a gente nunca acha que vai acontecer com a gente. Primeiro, porque não somos estereotipados. Se aconteceu com a gente, pode acontece com qualquer um, disse Villa.
Os dois agressores não eram conhecidos do casal. Villa acredita que a identificação deles será possível com as imagens das câmeras de segurança do posto de gasolina e do restaurante. Ele acredita que um dos agressores era praticante de alguma modalidade de luta marcial. A forma como ele me deu socos era típica de alguém que praticava boxe ou algo semelhante, disse.
As vítimas tentaram registrar o caso na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que não funciona aos fins de semana. Neste domingo, elas foram ao 78º DP, nos Jardins. O que pudermos fazer para isso parar, vamos fazer, disse Villa.

contra a homofobia